O Estranho Que Nós Amamos | Crítica

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De Camila Vila Franca

Remake de filme dos anos 70 é mais sutil e com ponto de vista feminino

O Estanho Que Nós Amamos acaba de chegar aos cinemas e já tem dado o que falar. O longa é um remake do filme com o mesmo título lançado em 1971 dirigido por Don Siegel e com Clint Eastwood, ambos inspirados no livro de Thomas Cullian.

A produção traz a história de um soldado (Colin Farrell) ferido na guerra que é encontrado e resgatado por uma jovem que mora em um internato feminino. Com a chegada do soldado na casa, os hormônios afloram os desejos, ciúmes e até mesmo o sentimento de raiva na diretora e nas mulheres que vivem no internato.

Impossível falar deste lançamento sem relembrar o anterior. Na versão de 71, o soldado acaba se tornando praticamente um objeto de desejo incontrolável das personagens mais velhas e desperta a curiosidade das mais novinhas. E ao mesmo tempo ele se mostra mais forte e perigoso mesmo sendo o único homem na casa. Esta produção acaba trazendo mais a visão masculina da história.

Já na versão de 2017, dirigida por Sofia Coppola, a história é igual, porém com a perspectiva feminina.  O tal soldado até faz sucesso, mas quem comanda a situação são as mulheres. A personagem principal é a diretora Martha, interpretada por Nicole Kidman, que ao mesmo que quer se mostrar no controle de tudo, não esconde seu desejo pelo estranho.

Com personalidades bem definidas, cada personagem tem um tipo de envolvimento com o estranho, desde sexual, amoroso, amizade ou medo. O filme tem uma fotografia impecável e faz a gente se sentir realmente isolado de tudo, sem falar na linha tensa que ele segue, abusando das cores fortes e iluminação à luz de velas. O final é surpreendente e faz a gente parar e pensar “WTF???”. Vale a pena ver!

No elenco estão ainda Elle Fanning, Kirsten Dunst, Angourie Rice e Addison Riecke. A diretora Sofia Coppola é filha do cineasta Francis Coppola e tem em seu currículo filmes como Maria Antonietta, Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Original em 2003.

Nota   ♥ ♥  (8)

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