Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures) | Crítica

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De Camila Vila Franca

Estrelas Além do Tempo chega aos cinemas brasileiros no dia 2 de fevereiro com a história de três mulheres que marcaram a história.

Era Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética em briga para ver quem seria o primeiro a levar um homem ao espaço, ao mesmo tempo em que negros usam “banheiros para negros”, bebem “café para negros” e trabalham em “sala para negros”. E dentro da Nasa não era diferente. Até que três mulheres negras começaram a se destacar por seus talentos e ocuparam lugares ainda não explorados:  Katherine Johnson, fenômeno da matemática, foi a mente brilhante responsável pelos cálculos da primeira viagem dos americanos ao espaço; Dorothy Vaughn, a mulher que ensinou a mexer nos primeiros computadores e Mary Jackson a primeira mulher negra engenheira espacial da Nasa.

O filme conta a história real dessas três mulheres, as dificuldades que elas enfrentavam e o preconceito no dia a dia, tanto na vida pessoal como no ambiente de trabalho, neste último, mesmo elas sendo mais competentes que outras pessoas.

O elenco de peso e a empatia entre os atores deixa a produção ainda mais cativante: Taraji P. Henson (Katherine), Octavia Spencer (Doroty) e a cantora Janelle Monáe (Mary Jackson). Além da participação de outros astros como Kevin Costner, Kristen Dunst, Aldis Hodge, Jim Parsons e Mahershala Ali.

Estrelas Além do Tempo foi dirigido e escrito por Theodore Melfi, baseado no livro homônimo de Margot Lee Shetterly. O longa inclusive já está batendo diversos recordes e está pela segunda semana consecutiva como o mais assistido dos cinemas americanos arrecadando US$20,8 milhões.

Há quem diga que racismo não existe. Há quem diga que diferença de gênero não existe. E há quem viveu para conhecer a história dessas três mulheres de fibra que quebraram barreiras na Nasa em plena década de 60. Impossível não se deixar tocar pelas cenas de emoção e raiva, como, por exemplo, ao ver Katherine andar cerca de 1km para poder usar o banheiro. Em uma das cenas relacionadas à demora dela em ir ao banheiro, o personagem de Kevin Costner diz “Aqui na Nasa fazemos xixi da mesma cor”.

E embora a história ainda não conhecia a importância destas mulheres, o filme é mais uma forma de ajudar a quebrar barreiras do preconceito que ainda existem e mostrar que as pessoas podem ser o que elas quiserem.  E o mais bacana é que as personagens reais ainda estão vivas.

Um filme que gosto bastante e trata de tema como preconceito e protagonismo feminino é A Vida Secreta das Abelhas. Embora a história não seja real, vale a pena dar um Google.

Estrelas Além do Tempo foi indicado em três categorias no Oscar 2017: Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer) e Melhor Roteiro Adaptado (Theodoro Melfi).

Nota   ♥ ♥ ♥ ♥ (9)

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