Diário de um Banana: Caindo na Estrada | Crítica

Tempo de leitura: 3 minutos

De Camila Vila Franca

Quarto filme da franquia Diário de um Banana estreia com novos atores e consegue manter o mesmo humor.

Ganhei um livro do Diário de um Banana em meados de 2010. Era uma festa estilo “amigo da onça”, onde amigos dão presentes para sacanear o outro. Não só gostei do livro, como assisti os três primeiros filmes e curti de verdade cada um deles. Quando soube da estreia de um novo filme da saga naturalmente fiquei muito empolgada. Bom, pelo menos até descobrir que seriam novos atores. Nada contra os novos, mas sabe quando a gente se apega e acha que tudo está muito bem entrosado? Pois é.

Na nova história, que é inspirada no 9º livro da série, a família Heffley parte em uma viagem de carro a caminho do aniversário de 90 anos da bisavó. Obviamente que muita coisa ia dar errado até que eles chegassem ao destino final. Greg Heffley (Jason Drucker) e Rodrick (Charlie Wright) não conseguem desgrudar do celular, o pai Frank (Tom Everett Scott) não se desliga do trabalho e a mãe Susan (Alicia Silverstone) só quer curtir uma viagem em família e livre das tecnologias. Não podemos esquecer do bebê Manny, que não pode ter o seu sono interrompido.

Tudo começa bem, até que coisas inimagináveis começam a acontecer com a família, desde hotéis péssimos na beira da estrada, uma piscina laranja de Cheetos, o carro quebrado, gaivotas malignas, malas que são perdidas, uma feira caipira que resulta com um porco de estimação e o plano de Greg em desviar o caminho da família até uma convenção geek atrás de um Youtuber famoso. Além disso tudo, Greg ainda precisa se livrar do grande vilão da trama, o Sr. Barbudão (Chris Coppola).

Com um enredo que mostra o jeito de vida americana, a produção soa mais como uma sátira destes costumes mostrando que planos em família nem sempre são boas ideias e que tudo pode dar errado. Os clichês previsíveis existem, mas acabam funcionando bem para a trama e garantem momentos de boas risadas para adultos e crianças. O grande diferencial do Diário de um Banana é o filme se desenvolver com a perspectiva de Greg, deixando tudo mais leve e com aquele toque de humor ingênuo. Ah! Em alguns momentos o filme é um pouco nojento também, característica de humor que os pequenos adoram.

Uma coisa que gosto muito desde o primeiro filme é a brincadeira dos personagens em desenho, fazendo alusão aos desenhos do livro. E quem não viu os anteriores não precisa se preocupar, dá para entender a história perfeitamente.

Quanto aos autores que me causaram medo no começo, acredito que eles conseguiram exercer bem os papéis e cumprir com o prometido, trazendo a possibilidade de novas produções. Mas devo confessar que a sinergia do elenco anterior é difícil de bater. Mas como todos já estão mais velhos e crescidos, não tinha o que fazer, não é mesmo?

Por fim, o filme é uma boa pedida para uma tarde em família ou quando bate aquela vontade de assistir algo leve e dar umas risadas. E como não podia deixar de ser, uma moral é adicionada ao final da trama.

Nota   ♥ ♥  (7)

Assinatura Sete de CopasSete de Copas, amor pela sétima arte e games.

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