Atômica (Atomic Blonde) | Crítica

Tempo de leitura: 1 minuto

De Aluízio Spautz da Costa

“Atômica” chega aos cinemas com muitos tiros, socos e uma poderosa bomba musical

“Atômica (Atomic Blonde)” é baseado na graphic novel “The Coldest City” de Antony Johnston e Sam Hart e é estrelado pela ganhadora do Oscar, Charlize Theron, James McAvoy, Sofia Boutella. Com um elenco desses o filme já ganha pontos, mas é a trilha sonora que realmente ganha destaque com sucessos da década de 80 de artistas como David Bowie, New Order, The Clash, Depeche Mode entre outros.

Dirigido por David Leitch, em seu primeiro crédito como diretor solo, o filme conta uma história de espionagem em que uma agente do MI6, Lorraine Broughton (Theron), é enviada a Alemanha para encontrar uma lista de agentes duplos durante a Queda do Muro de Berlim. Lá ela encontra David Percival (McAvoy) e Delphine (Boutella) no meio de uma trama em que é difícil saber quem é confiável.

Atômica é como uma nova versão de 007, mas em uma versão feminina e me atrevo a dizer até melhor. A personagem de Charlize Theron, Lorraine, é muito melhor de briga e tem algo mais verossímil que James Bond, porque ela realmente apanha e não há quem se salve se ela resolver te derrubar. Ela pode terminar a briga quebrada, mas ela sempre dá um jeito de voltar no dia seguinte linda. Theron conseguiu deixar Lorraine, sensual, poderosa e isso é inquestionável. Falando de sensualidade, a química entre as personagens Lorraine e Delphine é intensa, sem medo de quebrar alguns tabus. Algumas cenas podem te deixar “wow…!” e valem cada segundo.

Gostaria e muito de ver mais filmes com Lorraine em novas missões quebrando tudo, porque já estou cansado do estereótipo “machão herói” no cinema, chegou a hora de equilibrar essa balança e colocar as mulheres onde elas quiserem, inclusive nos papéis de protagonista quebra tudo – fight like a girl, é isso aí.

 

Nota   (9)

Assinatura Sete de CopasSete de Copas, amor pela sétima arte e games.