A Torre Negra (The Dark Tower) | Crítica

Tempo de leitura: 3 minutos

De Aluízio Spautz da Costa

“A Torre Negra”, adaptação da obra literária de Stephen King, chega aos cinemas

Demorou, mas finalmente o maior sucesso do escritor Stephen King, chegou às telonas. O autor carrega títulos de peso como “O Iluminado”, “Carrie, A Estranha”, “It, A Coisa”, “A Espera de um Milagre”, no entanto a aposta na obra composta em sete livros parece não ter atingido todo seu potencial na película.

Se você não leu os livros como eu, minha opinião aqui pode te ajudar a decidir em assistir o filme. Para os fãs da série, acredito ser sempre válido assistir adaptações, já que ajudam a dar uma certa tangibilidade ao mundo que imaginamos durante a leitura, mas devo avisá-lo que alguns dos meus colegas/amigos que também assistiram e leram os livros, não saíram tão contentes. Alguns dos comentários foram: “apressado, confuso, mais do mesmo, podia ser mais”.

Dirigido por Nikolaj Arcel e produzido por Ron Howard, “A Torre Negra” conta a história de um menino, Jake Chambers (Tom Taylor) que descobre ter o “Toque” (em inglês, Shine, que poderia ser traduzido como “Brilho”) e com isso habilidades psíquicas que podem ser convertidas em um tipo energia capaz de destruir uma torre localizada no centro do universo que nos protege contra demônios e da escuridão – a eterna guerra entre o bem e o mal. Antes dessa descoberta, sua mãe e padrasto acham que ele tem problemas mentais, pois fica sonhando com outros mundos e pessoas que nunca viu antes, até ele começa a acreditar que está sendo seguido e logo percebe que será raptado, como outras crianças com a mesma habilidade, pelo Homem de Preto (Matthew McConaughey), o vilão. Jake descobre um portal e acaba indo para o Mundo Médio onde encontra o pistoleiro Roland (Idris Elba) e com ele lutam para defender seus mundos. (Ufa, é muita coisa, respira)

Os eventos parecem corridos nos 95 minutos de duração, um tempo particularmente curto para uma adaptação que poderia pelo menos ter 120 minutos e com isso muitas cenas parecem comidas, sem o desenvolvimento necessário. Há uma certa prioridade nas cenas de ação, do que de roteiro em si, principalmente quando se tratam de tiros certeiros. Isso parece ser uma falha básica do filme, pois faz ele parecer muito do mesmo.

Apesar das falhas, o elenco foi bem escolhido. McConaughey faz o possível, para encarar a pele de um vilão sem passar por ridículo, mas não deve ter sido uma tarefa fácil com tantas lacunas em branco que não explicam o por que de seus atos.

No geral, minha expectativa foi muito alta e me decepcionei um pouco com o filme. Não estou dizendo que ele é ruim, mas achei fraco para uma história com tanto potencial.

A continuidade de “A Torre Negra” nos cinemas vai depender de uma resposta positiva do público e nas bilheterias, é mais provável que vire uma série de TV. Vamos esperar para ver.

Nota   (6)

Assinatura Sete de CopasSete de Copas, amor pela sétima arte e games.