A Garota Desconhecida (La Fille Inconnue) | Crítica

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De Camila Vila Franca

Após jovem ser encontrada morta, médica se sente culpada e tenta desvendar crime

Se sentir responsável por quem não conhece: este é o drama central de A Garota Desconhecida, filme francês dirigido pelos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne.

O roteiro conta a história de uma médica que se recusa a abrir a porta do consultório após o fim do expediente.  Quando a mulher que pediu ajuda é encontrada morta próximo ao consultório, a médica começa a realizar uma investigação paralela à da polícia descobrir quem era a jovem imigrante origem africana e o que aconteceu com ela.

A Garota Desconhecida na verdade é um drama social que propõe o pensamento perante as nossas ações: “Existe uma palavra que anda desaparecida na prática do dia a dia, a palavra ‘responsabilidade’, cuja importância precisa ser resgatada”, disse Luc Dardenne durante o Festival de Cannes do ano passado. No Festival inclusive, a produção foi encarada como uma decepção pelos críticos.

O longa conta com uma atuação razoável da atriz Adèle Haenel e cenas simples que nos remetem ao dia a dia, como, por exemplo, na escolha do figurino ou na ausência de maquiagem.  E apesar de ser uma história bem desenvolvida e com um final diferente do que se imagina, em alguns momentos ele se torna repetitivo.

Nota   (6)

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